Viagem de moto ao Peru

11º Dia-575 Km-Puerto Maldonado-> Rio Branco-AC-05/01/2014

Acordamos, tempo nublado, fomos procurar informações pois não tinha sentido ficar ali sem saber o que fazer, Puerto Maldonado é um local de passagem, sem muitos atrativos, em meio à selva amazônica. Fomos conversar com a polícia que cuida das estradas e, ele informou que só estavam autorizando a passagem de pedestres para Puno e que não tinham previsão de quando iam liberar a estrada até Cuzco (cerca de 540 km de distância) pois a ponte de Nhambari, em Mazuco, havia caído. Conclusão: decidimos ir embora ao mesmo tempo que agradecemos por não termos conseguido avançar antes dos deslizamentos, porque poderiamos ter ficado presos entre um desmoronamento e outro. Em nossas buscas, na internet, tomamos conhecimento de vários brasileiros que foram passar o Ano Novo em Machupichu que não conseguiram retornar porque estavam presos  entre os deslizamentos. Alguns relataram que, durante todo o tempo, pedras caíam e alguns resolveram caminhar pelas montanhas, arriscando a própria vida. Melhor voltarmos no inverno! (verão no norte). Já na estrada de volta, passamos pela alfândega peruana, ninguém estava informando nada, depois passamos pela alfândega brasileira,lá conversamos com dois policiais federais muito simpáticos. Segundo o que eles ouviram, tinham ocorrido tremores no Peru, que somados à chuva, provocaram mais desmoronamentos, impedindo o reparo das estradas, o policial informou que a previsão de reparo era de cerca de 25 dias, Também conversamos sobre a possibilidade de ir pela Bolívia mas eles não aconselharam devido ao narcotráfico e também pelo já conhecido problema de sofrermos com o abastecimento de combustível na Bolívia, pois eles não estão abastecendo carro de estrangeiro, seriam 2000 km de estrada! Saindo da Alfândega, passamos por Brasiléia, que está repleta de haitianos e senegaleses e soubemos que entram no país cerca de 1500 deles todos os meses, o governo brasileiro dá 03 quentinhas por dia para cada um deles, sendo que os brasileiros de Brasiléia mal tem o que comer...alguns empresários conseguem empregar os mais qualificados mas os demais ficam perambulando pela cidade, segundo informações dos moradores.  Quando já estávamos próximos de Rio Branco, nos sentimos mais aliviados, aquela agunia tinha ficado no Peru e um arco iris nos acompanhou na chegada à Rio Branco - Acre.   

Puerto Maldonado - hotel Wasaí

É muito comum ver uma família inteira em cima da moto, sem capacete!


As árvores da selva amazônica no Peru são maiores:

A cada casa, uma lombada, em toda a estrada:
Agora são bois na pista, eles não usam cercas:

O cara que montar uma loja de capacete vai ficar ou muito rico (se pegar moda) ou muito pobre:







Haitianos e senegaleses em Brasiléia:

O arco-íris:

Trechos um tanto sinistros na estrada:  
Agora de verdade:



De volta às terras do Chico Mendes:




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