Viagem de moto Uruguai Argentina

10º Dia-Ruínas-São Miguel Das Missões-04-Ter

Hoje tiramos o dia para conhecer o sítio arqueológico de São Miguel das Missões com visita às ruínas e ao museu das missões. Primeiramente fomos ao ponto missioneiro para se ambientar com a história, o ponto missioneiro é como se fosse um pequeno museu à céu aberto com alguns equipamentos utilizados pelos índios e maquetes do sítio arqueológico.

Começando o dia:  café da manhã




   cidade de São Miguel das Missões
    câmera dos vereadores
   começo do passeio histórico
maquete das ruínas - igreja



utensílios utilizados e feitos pelos índios:












dicas culinárias:

A região também é conhecida pelos seus benzedores, rezadores e mateiros - os benzedores são pessoas que realizam seus benzimentos através de gestos e orações, uns utilizam água, rosários e pequenos ramos verdes, cada um a sua maneira e os benzimentos são gratuitos. Antigamente quem realizava as curas através dos chás, rezas e benzimentos eram os pajés.


Paradinha para o almoço no restaurante Meu cantinho - muito bom!!!! Na foto estão dna. Dirce e o peixe pescado no Rio Uruguai.


    Início do passeio arqueológico:

Antes de adentrar neste mundo gostaria de fazer uma breve explicação:

São Miguel das Missões era uma redução jesuítica habitada por cerca de 4.000 pessoas. As primeiras reduções datam de 1610, elas eram vinculadas à diversos interesses: para a colônia espanhola, as reduções pacificavam os índios que se opunham ao avanço da colônia e faziam frente aos portugueses; para a Igreja, significava a expansão da fé católica que estava abalada devido à perda de fieis para as religiões nascidas durante a reforma como o luteranismo e calvinismo; para a Cia. de Jesus, os jesuítas o objetivo era o de salvar as almas dos índios!

As reduções eram compostas pelas casas dos índios missioneiros, oficinas, casa de padres e escola, cemitério,  cotiguaçu e cabildo.






O museu foi criado em 1940 e reúne uma enorme quantidade de obras produzidas na época das missões jesuíticas.




















 

Mais uma breve explicação:

A origem dos conflitos e a dispersão da população missioneira

Em 1750 Portugal e Espanha firmaram o tratado de Madrid, delimitando uma fronteira que dividia as terras em disputa: os 7 Povos das Missões, localizado na margem oriental do Rio Uruguai, seriam entregue aos portugueses em toca da Colônia do Sacramento, que passaria a ser espanhola. Ficou a cargo dos jesuítas conduzir a população missioneira, seus pertences e gado para os novos povoados, localizados "do lado espanhol".
Muitos indígenas recusaram-se a migrar. A eles juntaram-se outros nativos que não viviam nas reduções. Para combater os índios, portugueses e espanhóis se uniram num exército fortemente armado. A guerra guaranítica (1754-1756) terminou com a derrota dos nativos.
Após a decadência das missões, os habitantes das reduções que haviam sobrevivido à guerra dispersaram-se pela região. Muitos juntaram-se a grupos que se mantiveram distantes do contato com os europeus. Outros integraram-se à sociedade colonial, trabalhando como peões, nas estâncias, em tempos de paz e incorporando-se às milícias, nas guerras de fronteira.

Cruz Missioneira - principal símbolo místico e religioso nas Missões de São Miguel, segue modelo de uma cruz trazida de Caravaca - Espanha
Ruínas arqueológicas lotadas de "piá" - todo dia pelo menos uns 06 ônibus cheios de crianças fazem visitação no local












     piso da igreja



    Depois de um dia bem místico, final de noite com Lua quase cheia...



Curiosidade:
A erva mate era uma espécie nativa muito utilizada pelos indígenas, daí que disseminou o costume de tomar o chimarrão no sul.


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