Viagem de moto pela América do Sul

07º Dia-517 km-Porto Velho->Rio Branco-AC-03-Qui




Chuva e refresco

Saímos de Porto Velho às 10:00hrs com o tempo nublado. Finalmente o termômetro marcou menos de 23 graus permanecendo assim até Rio Branco. Hoje o caminho foi o mais interessante de todos. Passamos por várias cidades que parecem vilarejos, casas de madeira a beira de uma estrada destruída por carretas e mais carretas, que param a cada lombada e não são poucas. Infelizmente trafegar pelas estradas brasileiras tem que ter muita coragem, o descaso de quem governa este país é nítido, gritante, horripilante... Em todos os estados que passamos e todos os lugares que paramos, conversando com as pessoas, frentistas, balconistas, garçons, caminhoneiros, empresários, enfim, todos estão insatisfeitos e alguns revoltados com o governo. E o que mais me impressionou foi o grau de conhecimento, todos falam sobre o projeto de poder, pegam o celular e lhe mostram as obras concluídas em outros países. Detalhe, não eramos nós que iniciávamos o assunto, só perguntávamos sobre as condições das estradas. Bom desta forma não preciso nem dizer que andamos cerca de 200 quilômetros desviando de crateras. Aqui aprendemos uma lição, quando falam que a estrada está boa, significa que ela tem buracos, mas estes estão espaçados e em menor quantidade. Quando falam que a estrada está ruim significa que ela é praticamente intransitável. Hoje embarcamos na balsa que cruza o Rio Madeira. O tempo de espera foi curto, acho que ficamos por lá 30 minutos e a balsa chegou. O mais legal aconteceu durante a travessia, quando estávamos no meio do rio, aparece ao lado da balsa um Boto Cor de Rosa, agora se era cor de rosa eu não sei, só vimos as barbatanas. É vergonhoso até hoje, ver o estado do Acre isolado do resto do país por falta de uma ponte, que se existisse teria no máximo 1 quilômetro. A cidade de Rio Branco é muito agradável, as pessoas são solicitas e já nós sentimos em casa. Dizem que por aqui não há que se preocupar com a violência e realmente quando saímos às ruas a sensação é esta. O que preocupa é o número de motociclistas, são milhares de motos 125 cilindradas. Na sua maioria conduzidas por pessoas calçadas de chinelo, vestidas de bermuda e usando camisetas, garupa também. Levamos as máquinas na Dafra motos, que fica em frente ao hotel Majú. Lá realizarão a trocar do óleo, filtro de óleo, farão a regulagem da corrente e lavagem. Agora tomar banho, comer e não lubrificar corrente. Inté












































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