Ushuaia

18º Dia-69 km-Lago Grey-Salto Grande



Hoje andamos nas estradas do parque, primeiro fomos ao lago Grey, onde pudemos ver pequenos icebergs, depois visitamos a cachoeira Salto Grande, onde percorremos uma trilha que levava até o pé das Torres del Paine. O passeio até o lago Grey é tranquilo, as estradas estão boas e bem sinalizadas, não tem como se perder, é só seguir as placas, e no final ela acaba em um grande estacionamento, daí em diante, somente à pé. Deixamos o carro e iniciamos a caminhada por uma linda trilha em meio a floresta, atravessamos uma ponte e começamos a descer até chegar em uma área muito grande, plana, coberta por pequenas pedras. Caminhamos até a beira do lago e por lá ficamos admirando aqueles imensos icebergs. Ventava muito e começou a chover, então partimos para cachoeira Salto Grande. O acesso a esta cachoeira também não tem segredo, é só seguir as placas, alias é possível ver a placa da estrada. Aqui, como na atração anterior, deixamos o carro e seguimos à pé. Andamos 10 minutos para chegar até a cachoeira, tiramos algumas fotos e continuamos caminhando por cerca de mais 40 minutos até chegar no final da trilha, no pé das Torres del Paine. O céu ficou encoberto, não deu para fotografar nem o pé da Torre, e para piorar, começou a chover. Iniciamos a volta em passos largos, mas a chuva aumentou, então começamos a correr, o corpo começou a esquentar e deixamos de sentir o frio que estava bravo. Ainda bem que estávamos de carro, porque foi só parar por um minuto, quando chegamos no estacionamento, que começamos literalmente a congelar. Tiramos a primeira camada de roupas, que estavam completamente molhadas, entramos no carro e a primeira coisa que fizemos foi ligar o ar quente no máximo. O tempo lá é imprevisível, uma hora está sol, cinco minutos depois está chovendo, e logo em seguida começa a ventar, não dá para olhar para o céu e dizer: Acho que hoje não chove. Até mesmo nos cartões postais, o céu está sempre encoberto. Nestas condições, fotografar as Torres del Paine não é uma tarefa tão fácil como parece, exige muita paciência. Você olha e lá estão elas: "lindas, nítidas", aí você pega a máquina e, quando você se posiciona para tirar as fotos, já dançou, elas já estão encobertas. Como as únicas roupas que trouxemos para o frio estavam totalmente molhadas, voltamos para o hotel, ficamos por mais de uma hora com o secador de mão do banheiro ligado, até conseguir secar quase tudo. Assim, com as roupas parcialmente molhadas, voltamos para estrada, agora em direção a outra portaria do parque. Andamos cerca de vinte minutos e vimos uma van parada com uns fotógrafos apontando suas lentes para um morro, paramos o carro, começamos procurar e lá estava o animal símbolo desta região, o Puma. Ele estava lá, deitado, aparentemente tranquilo, somente com a cabeça levantada, mas como estava muito longe e nossas máquinas fotográficas não conseguiam focar, desistimos de tentar e seguimos a estrada. Continuamos pelas estradas de rípio, agora com olhar mais atento, cada um olhando para um lado, afinal não é todo dia que se avista um Puma na natureza, mas nada foi visto, apenas dezenas de Guanacos. Começamos a retornar e ao passar pelo mesmo ponto da ida, onde tínhamos avistado o Puma, tinha um micro ônibus parado, olhamos para o alto do morro e ele ainda permanecia no mesmo local. Ficamos ali olhando para cabeça do Puma e nada dele se mexer, depois de alguns minutos, ele se levantou. Bravo!!! Foi impressionante ver o quanto a cabeça era desproporcional ao tamanho do corpo. Sentado, parecia um gato, mas em pé, deu pra ver o quanto este animal é grande, parecia uma leoa. Ele olhou para onde estávamos e, em passos lentos, saiu caminhando até sumir na mata. Como foi importante nossa decisão de alugarmos um carro, de moto ía ser complicado. As estradas são todas de rípio, chove muito, faz frio e venta. Nestas condições, andar de moto por lá pode ser um desperdício de tempo e dinheiro. A preocupação seria constante com o clima e as estradas, tirando a tranquilidade necessária para observar estas grandezas naturais, tão belas nesta parte do planeta, que mesmo sendo tão belas, não conseguem anular a característica inóspita do lugar.
















































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