Ushuaia

19º Dia-456 km-Torres del Paine -> El Calafate


Hoje deixamos o hotel em Torres del Paine debaixo de chuva, fazia muito frio, mas mesmo com a estrada de rípio molhada, o trajeto de carro até Puerto Natales foi tranquilo. Aqui vai uma dica: ao alugar um carro para visitar o parque Torres del Paine não se esqueça de que por lá não há posto de combustível, economize! Devolvemos o carro, e lá mesmo, no estacionamento, colocamos todas as roupas de frio que tínhamos. A chuva não dava trégua, mas depois que colocamos a capa de chuva o trajeto até o Paso Dorotea ficou confortável, aduana por onde entramos na Argentina. Neste trecho as estradas são de concreto, como na maioria dos locais que neva, nestes dia de chuva a aderência dos pneus diminui muito. Chegamos na primeira aduna e a fila para travessia estava parada! Adivinha o que era? Greve chilena! Uma senhora se aproximou e nos informou que ninguém estava passando, eles despachavam os documentos mas não abriam a cancela, só iam abri-la às 16h00. Neste momento caía uma chuva-neve e, não preciso nem dizer o frio que fazia, ficar na fila dentro de um carro com ar quente ligado é uma coisa, agora em cima de uma moto! pelamor! Corremos para sala da aduna, fizemos todo processo de saída do Chile e quando estávamos voltando para fila, uma agente federal disse: as motos podem passar. Corremos para as motos (vai que ela mudava de ideia) e em menos de 30 segundos já estávamos em terras argentinas. Não deu para saber porque ela teve essa atitude, se realmente era porque estávamos de moto, ou porque somos brasileiros, o importante é que não ficamos parados naquele frio. Mais a frente, depois de serpentear por uma linda estrada, chegamos na aduana argentina, que ao contrário da chilena, estava vazia, foi muito rápido. Descemos até a cidade de Rio Turbio e de lá, acessamos a Ruta 40. Já estávamos andando fazia uma hora, quando, ao olhar no retrovisor, vimos que duas motos se aproximavam e, adivinhem, era o Túlio e o Igor, eles diminuíram a velocidade e seguiram conosco até Esperanza, de lá eles continuaram a viagem e nós ficamos no posto comendo empanadas. Estávamos saindo quando chegaram três motos da direção oposta, conversamos sobre a viagem, de onde estavam vindo, para onde iam, quantos dias de viagem, enfim, papo de posto e, notamos que estavam assustados com o vento. Só fomos entender depois que deixamos o posto, ao entrar na estrada o vento estava bem mais forte que o mais forte da ruta 3. Até ali estávamos andando com o vento a nosso favor, não sentimos a força do vento lateral, da ruta 40, mas agora em Esperanza, a estrada mudou de sentido e o vento também! Diferente da Ruta 3, que o vento que sopra do oeste te joga para esquerda, na ruta 40 ele te empurra para direita, ou seja para o acostamento. Quando um caminhão vêm em sentido oposto, você que está fazendo força em direção a ele, ao passar pela cabine, sente uma turbulência muito forte causada pelo vento, a moto vibra até o final da carroceria, e depois, na sequência, ele volta a empurrar a moto para o acostamento. A coisa só melhorou depois que passamos a Cuesta de Miguez, aí sim, relaxamos o suficiente para admirar a paisagem. Hoje chegamos em El Calafate entendendo o que é o chamado vento patagônico na Ruta 40, não é fácil, porém não é impossível, afinal conseguimos conseguimos chegar! é bem poderoso!



















encontrando Tulio e Igor


























enfim, hotel do dia!





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