2º Dia - Pico do Gavião


Ficamos impressionados com a extrema tranquilidade de Águas da Prata, tão perto da cidade de São Paulo e ainda mais de Campinas, essa pequena cidade parece ter parado no tempo. Caminhando pelas ruas é possível voltar ao passado, época onde os cassinos da pequena estância recebiam pessoas de todo Brasil, muitos chegavam em busca de suas águas radioativas, mas outros procuravam mesmo, os jogos e a diversão. Os cassinos se foram, as pessoas sumiram, as únicas coisas que permanecem neste cenário, são as praças, ruas e construções, brasileiros chamavam esta época de, "anos dourados".
Saímos de Águas da Prata rumo ao Pico do Gavião às 11h:00, a estrada que começa aqui, é bem sinalizada, porém são 30 km de terra para quem deseja ir até Andradas, Minas Gerais. Este trecho está bem conservado, somente em alguns lugares encontrei pequenas poças de lama, acredito que se chover a situação fique bem perigosa, pois quase toda estrada é de barro vermelho, molhou vira um sabão, mesmo recalibrando os pneus. A medida que nos aproximávamos do pico, o caminho foi se tornando mais sinuoso e íngreme, o grau de dificuldade aumentou um pouco, principalmente para esta moto pesada, mas após a cabine de entrada, onde pagamos R$ 10,00 cada, os trechos mais íngremes estão calçados.
Cinquenta minutos depois, sem parada, chegamos. Agora a 1663 metros de altitude, com céu claro, enxergávamos até a linha do horizonte, lá em baixo, bem pequenas e espalhadas, avistamos várias cidades, São João da Boa Vista, Andradas, Santo Antônio do Jardim, Espírito Santo do Pinhal...
O Pico do Gavião é considerado um dos melhores lugares do mundo para a prática do voo livre, e como era de se esperar, haviam muitos pilotos de parapente decolando, passavam tão próximos da gente que era possível ouvir o som do vento cortando, ficamos ali, sentados na grama, admirando a coragem alheia. 
Deixamos o Pico do Gavião e começamos a descer ou melhor, despencar, até chegar na estrada principal, pegamos sentido Andradas, onde seguimos por mais 13 km de terra. Bem conservada, tendo como único inconveniente a travessia de um pequeno rio, o trecho até o asfalto foi tranquilo. Com a fome batendo e ainda longe de casa, resolvemos almoçar em Andradas. Ai vem todo um processo, para a moto, gps, para onde, salvo, restaurantes Andradas, Casa Geraldo, por favor seguir rota em destaque, e lá vamos nós confiar nas qualificações do Tripadvisor. Mais uma vez não teve erro, o restaurante que fica afastado da cidade, dentro de uma vinícola, além de bonito, oferece uma comida muito boa, mas vá preparado $$$$.
Corpo abastecido, partimos para São Paulo. Até sair do "país vizinho", Minas Gerais, chamo de país porque é gritante a mudança das estradas para pior neste estado, andamos por um trecho de mão dupla, mau sinalizado, sem acostamento e cheio de buracos, foram cerca de 20 minutos andando nestas condições até entrar no estado de São Paulo, ai tudo mudou, é impressionante estes Brasis. A medida que nos aproximávamos de Campinas, o número de carros aumentou, os últimos 30 km foram de trânsito intenso e tenso, foi corredor até chegar em casa.

Janela do quarto

O sol engana, a água parece gelo

Grande Hotel Prata - Arquitetura interessante

Antiga estação ferroviária - Inaugurada em 1886



Aqui nasceu a cidade de Águas da Prata




Relógio Solar

Tivemos sorte, chegamos na hora do almoço




Por este anglo, estamos em 1974

Hora de partir



Agora é só terra







Portaria do Pico do Gavião - $$



Trecho mais íngreme, ainda bem que é calçado

Pior momento para uma "Big-Trail", estacionar


Quem veio de moto fica em pé!

Na altura da nuvem, a 1663 metros

Lá embaixo, a cidade de Andradas















Voltamos para o asfalto, próximo a Andradas





Parada estratégica para almoçar


Moto ligada, agora é seguir direto para São Paulo






Rodovia Bandeirantes ou avenida Bandeirantes?

Em fim, de volta ao caos

Nenhum comentário:

Postar um comentário